Milão é uma cidade phynna. Mais de dois terços do PIB italiano estão concentrados no norte, e Milão é a principal cidade dessa parte do país. Além disso, é conhecida como uma das capitais da moda, ao lado de Paris, e tem grande reputação de sediar feiras e exposições importantes que atraem a atenção do mundo.
Em relação à gastronomia, Milão é igualmente interessante. Por ser uma metrópole, com parcela significativa de imigrantes europeus e de outras nacionalidades, foge um pouco do estereótipo de cozinha italiana que temos em nosso imaginário. Obviamente a gastronomia italiana tem espaço considerável, prova disso são pratos como o risotto alla milanese, feito com açafrão, além de uma cozinha regional de respeito. Só que, por respirar modernidade, explorar a gastronomia em Milão é ter aquela sensação típica de quem mora em São Paulo, de que pode-se comer de tudo a qualquer hora.
E isso é bom!
Já com a confeitaria, fiquei impressionado durante a pesquisa com a quantidade de bons locais para visitar sugeridos em diversos sites. Só que fiquei com uma pulga atrás da orelha, pois sempre que li as descrições dos lugares, falavam bem sobre o local, citavam a formação do chef confeiteiro, mas não falavam especialmente de nenhum doce para provar. No final, não encontrei nenhum doce que pudesse ser considerado o "brigadeiro" de lá. Com a pesquisa feita, selecionei os lugares para ir, peguei minha mochila e... partiu!
Primeira parada: Pasticceria Giacomo
É considerada uma das mais tradicionais da cidade, daquelas com décadas de tradição. Apesar de ocupar duas vitrines, ocupa apenas a primeira, onde se lê "pasticceria". É pequenininha e com um cheiro maravilhoso de creme no ar.
Na foto da vitrine você pode ver os produtos secos que eles possuem. É uma coisa bem comum na Itália a confeitaria vender biscoitos e confeitos secos feitos lá mesmo, sendo que os lugares mais tradicionais possuem até mesmo vinhos e acessórios feitos com a marca. Não é comum os produtos de confeitaria, tortas e artigos com creme, ficarem expostos na vitrine, provavelmente por conta do calor nessa época do ano.
Ao entrar, havia duas funcionárias trabalhando, uma na cozinha que fica atrás da área de vendas e que estava com a porta aberta, e uma funcionária para atender no balcão. O atendimento foi muito simpático, e é legal você saber que em todos os lugares que irei entrar vou fazer a mesma pergunta:
POR QUE AQUI É UM BOM LUGAR, POR QUE VALE A PENA VIR AQUI?
Com essa pergunta consigo ver o quanto o funcionário conhece da casa, da história, dos produtos, etc. Bom atendimento e bom conhecimento do que se vende deveriam ser itens essenciais em qualquer lugar, correto?
Bom, a funcionária se saiu muito bem, primeiro me contou da tradição do lugar, fundado há mais de 150 anos (!), inspirado nas boulangeries parisienses (lembra o que eu escrevi sobre a influência estrangeira?), e sobre como desde então a casa conseguiu criar e manter uma reputação de produtos de qualidade. Depois a funcionária abordou a qualidade dos produtos, indicando o uso de excelentes matérias primas, o que é uma resposta padrão, e que tudo era feito ali mesmo.
Resolvi pedir então o carro chefe da casa, um doce chamado BOMBA, só que bem diferente da nossa bomba de massa choux, recheio e cobertura de chocolate. Nesse caso, são duas camadas de massa folhada bem crocante, com um recheio feito com mascarpone, creme de leite fresco batido, açúcar e frutas vermelhas frescas. Ao pedir, a funcionária me perguntou o tamanho, disse que era o menor possível, que era apenas para mim, e então ela pediu para sua colega preparar na hora, o que foi uma boa surpresa. O doce é vendido ao peso, e essa unidade pequena acabou pesando meio quilo! o suficiente para 4 pessoas, e custou 23 euros. Ficaria cerca de 5-6 euros por pessoa, o que está dentro do preço normal para esse tipo de doce.
Após uma longa jornada, ao provar o doce ele estava realmente fantástico, suave, massa crocante, recheio cremoso, açúcar no ponto certo... enfim, realmente valeu a pena. Aproveitei e fiz o primeiro vídeo de "unboxing ", que você pode assistir abaixo!
E agora as fotos!
Depois visitei mais duas confeitarias, a Bastianello e a Cova. Nenhuma das duas me impressionou muito, tanto que acabei comendo alguma coisa apenas na primeira.
Na Bastianello o ambiente e serviço são muito bons, mesas elegantes, garçons de uniforme cor de creme e música instrumental tocando ao fundo. As vitrines são bonitas, com produtos com boa apresentação, apesar do excesso de informação, como se pode ver nas fotos. Ao perguntar ao garçon sobre a sugestão, ele me recomendou a torta de morango silvestre com creme, que acabei aceitando.
A torta foi uma decepção. A apresentação era clássica e bem feita, e os morangos estavam realmente ótimos, ponto para a natureza, mas o creme era sem graça, e o pior de tudo, a massa era muito, mas muito grossa, fazendo com que fosse impossivel cortar, ou seja, frustante. No final, apenas essa tortinha custou 15 euros!!!!! Sai com a sensação de dinheiro jogado fora.
Já a pasticceria Cova era simplesmente sem graça, balcão com mais do mesmo, nenhum atendente para te receber, nada que desse vontade de estar ali. Obviamente a frustração com a confeitaria anterior me afetou, e resolvi que não ia provar nada lá. No entanto, ela fica localizada em uma das ruas mais elegantes de Milão, a Via Monte Napoleone, então se você estiver fazendo umas compras na Louis Vuitton talvez valha a pena passar por lá para um cafezinho!
Seguem as fotos desses dois lugares:
Em relação à gastronomia, Milão é igualmente interessante. Por ser uma metrópole, com parcela significativa de imigrantes europeus e de outras nacionalidades, foge um pouco do estereótipo de cozinha italiana que temos em nosso imaginário. Obviamente a gastronomia italiana tem espaço considerável, prova disso são pratos como o risotto alla milanese, feito com açafrão, além de uma cozinha regional de respeito. Só que, por respirar modernidade, explorar a gastronomia em Milão é ter aquela sensação típica de quem mora em São Paulo, de que pode-se comer de tudo a qualquer hora.
E isso é bom!
Já com a confeitaria, fiquei impressionado durante a pesquisa com a quantidade de bons locais para visitar sugeridos em diversos sites. Só que fiquei com uma pulga atrás da orelha, pois sempre que li as descrições dos lugares, falavam bem sobre o local, citavam a formação do chef confeiteiro, mas não falavam especialmente de nenhum doce para provar. No final, não encontrei nenhum doce que pudesse ser considerado o "brigadeiro" de lá. Com a pesquisa feita, selecionei os lugares para ir, peguei minha mochila e... partiu!
Primeira parada: Pasticceria Giacomo
É considerada uma das mais tradicionais da cidade, daquelas com décadas de tradição. Apesar de ocupar duas vitrines, ocupa apenas a primeira, onde se lê "pasticceria". É pequenininha e com um cheiro maravilhoso de creme no ar.
Na foto da vitrine você pode ver os produtos secos que eles possuem. É uma coisa bem comum na Itália a confeitaria vender biscoitos e confeitos secos feitos lá mesmo, sendo que os lugares mais tradicionais possuem até mesmo vinhos e acessórios feitos com a marca. Não é comum os produtos de confeitaria, tortas e artigos com creme, ficarem expostos na vitrine, provavelmente por conta do calor nessa época do ano.
Ao entrar, havia duas funcionárias trabalhando, uma na cozinha que fica atrás da área de vendas e que estava com a porta aberta, e uma funcionária para atender no balcão. O atendimento foi muito simpático, e é legal você saber que em todos os lugares que irei entrar vou fazer a mesma pergunta:
POR QUE AQUI É UM BOM LUGAR, POR QUE VALE A PENA VIR AQUI?
Com essa pergunta consigo ver o quanto o funcionário conhece da casa, da história, dos produtos, etc. Bom atendimento e bom conhecimento do que se vende deveriam ser itens essenciais em qualquer lugar, correto?
Bom, a funcionária se saiu muito bem, primeiro me contou da tradição do lugar, fundado há mais de 150 anos (!), inspirado nas boulangeries parisienses (lembra o que eu escrevi sobre a influência estrangeira?), e sobre como desde então a casa conseguiu criar e manter uma reputação de produtos de qualidade. Depois a funcionária abordou a qualidade dos produtos, indicando o uso de excelentes matérias primas, o que é uma resposta padrão, e que tudo era feito ali mesmo.
Resolvi pedir então o carro chefe da casa, um doce chamado BOMBA, só que bem diferente da nossa bomba de massa choux, recheio e cobertura de chocolate. Nesse caso, são duas camadas de massa folhada bem crocante, com um recheio feito com mascarpone, creme de leite fresco batido, açúcar e frutas vermelhas frescas. Ao pedir, a funcionária me perguntou o tamanho, disse que era o menor possível, que era apenas para mim, e então ela pediu para sua colega preparar na hora, o que foi uma boa surpresa. O doce é vendido ao peso, e essa unidade pequena acabou pesando meio quilo! o suficiente para 4 pessoas, e custou 23 euros. Ficaria cerca de 5-6 euros por pessoa, o que está dentro do preço normal para esse tipo de doce.
Após uma longa jornada, ao provar o doce ele estava realmente fantástico, suave, massa crocante, recheio cremoso, açúcar no ponto certo... enfim, realmente valeu a pena. Aproveitei e fiz o primeiro vídeo de "unboxing ", que você pode assistir abaixo!
E agora as fotos!
Depois visitei mais duas confeitarias, a Bastianello e a Cova. Nenhuma das duas me impressionou muito, tanto que acabei comendo alguma coisa apenas na primeira.
Na Bastianello o ambiente e serviço são muito bons, mesas elegantes, garçons de uniforme cor de creme e música instrumental tocando ao fundo. As vitrines são bonitas, com produtos com boa apresentação, apesar do excesso de informação, como se pode ver nas fotos. Ao perguntar ao garçon sobre a sugestão, ele me recomendou a torta de morango silvestre com creme, que acabei aceitando.
A torta foi uma decepção. A apresentação era clássica e bem feita, e os morangos estavam realmente ótimos, ponto para a natureza, mas o creme era sem graça, e o pior de tudo, a massa era muito, mas muito grossa, fazendo com que fosse impossivel cortar, ou seja, frustante. No final, apenas essa tortinha custou 15 euros!!!!! Sai com a sensação de dinheiro jogado fora.
Já a pasticceria Cova era simplesmente sem graça, balcão com mais do mesmo, nenhum atendente para te receber, nada que desse vontade de estar ali. Obviamente a frustração com a confeitaria anterior me afetou, e resolvi que não ia provar nada lá. No entanto, ela fica localizada em uma das ruas mais elegantes de Milão, a Via Monte Napoleone, então se você estiver fazendo umas compras na Louis Vuitton talvez valha a pena passar por lá para um cafezinho!
Seguem as fotos desses dois lugares:












Nenhum comentário:
Postar um comentário